Seção 2. O Número de Gerações ou Anos nos Períodos da Idade da Providência para Estabelecer o Fundamento para a Restauração
2.1 Porque e Como a Providência da Restauração é Prolongada
A Providência de Deus para a humanidade estabelecer o fundamento para receber o Messias e atingir o principal objetivo da restauração foi prolongada do tempo de Adão até o tempo de Noé, de Abraão, de Moisés e finalmente até os dias de Jesus. Quando Jesus foi morto sem cumprir sua missão devido à descrença do povo, a Providência da Restauração foi prolongada novamente até o tempo da Segunda Vinda.
Por que a Providência da Restauração foi prolongada? Esta questão somente pode ser respondida com o entendimento do Princípio da Predestinação. De acordo com este princípio, como Deus predestina absolutamente Sua vontade, Ele certamente irá realizá-la um dia. No entanto, independentemente do indivíduo por meio do qual a vontade de Deus seja alcançada, a realização da Vontade está sempre condicionada ao cumprimento da porção de responsabilidade do indivíduo na posição de figura central, que é somada à porção de responsabilidade de Deus. Com efeito, quando a vontade de Deus não é cumprida porque a pessoa responsável falha, Deus escolhe outra pessoa em uma época diferente para assumir o seu lugar e cumprir sua porção de responsabilidade. E continua Sua obra até que esta esteja cumprida, prolongando a Providência no processo.
Vejamos agora como a Providência da Restauração tem sido prolongada. De acordo com o Princípio da Criação, Deus é um ser que Se manifesta com base no número três. Todas as coisas criadas à Sua semelhança manifestam-se através de um processo de três estágios em relação ao seu modo de existência, movimento e crescimento. Para que qualquer ser cumpra o propósito da Criação, estabelecendo o fundamento de quatro posições em um movimento esférico, ele deve passar através dos três estágios da ação de origem-divisão-união e entrar em interação com três parceiros-objeto a fim de atingir as três finalidades objetivas. A providência para restaurar a finalidade da Criação é um processo de recriação baseado na Palavra. Por conseguinte, sempre que a Providência da Restauração é prolongada, ela será estendida através de três estágios. Com base no Princípio da Criação são permitidas até três tentativas.
Por exemplo, quando, na família de Adão, Caim e Abel falharam em fazer a oferta substancial, a Providência foi repetida nas famílias de Noé e de Abraão, e cumprida na terceira tentativa. Quando Abraão cometeu seu erro na oferta simbólica, a Providência foi prolongada através de Isaque e cumprida por Jacó. Os cursos para restaurar Canaã sob a liderança de Moisés e Jesus foram, cada um deles, estendidos para três cursos. Quando o rei Saul falhou em edificar o Templo, esta providência foi prolongada por mais dois outros reis: Davi e Salomão. O ideal da Criação de Deus, que não foi realizado com Adão, teve que aguardar uma segunda e uma terceira providência para sua realização: através de Jesus, o segundo Adão, e em seguida, através de Cristo no Segundo Advento.
Provérbios populares, tais como um ditado coreano que diz: “Se não for conseguido na primeira tentativa, certamente será na terceira”, exemplificam este aspecto do Princípio registrado na sabedoria popular.
2.2 As Condições Verticais de Indenização e a Restauração Horizontal por Indenização
Para herdar e cumprir as missões de seus predecessores na história providencial, uma figura central responsável pela Providência da Restauração deve cumprir, em seu tempo, todas as condições de indenização que seus predecessores tentaram cumprir. Se esta figura central também falhar em sua missão, todas as condições de indenização que ela tentou cumprir são passadas adiante para a próxima pessoa encarregada com a mesma responsabilidade. As condições acumuladas no curso da história providencial devido às falhas das figuras centrais em cumprir suas responsabilidades são denominadas condições verticais de indenização. A tarefa da figura central em cumprir todas essas condições em seu tempo é denominada restauração horizontal por indenização.
Por exemplo, Abraão devia restaurar horizontalmente por indenização todas as condições verticais de indenização que as famílias de Adão e de Noé tentaram cumprir antes deles. Ao oferecer os três sacrifícios de uma só vez no mesmo altar, Abraão devia restaurar horizontalmente por indenização as condições de indenização verticais acumuladas durante os três prolongamentos da Providência. As três ofertas representavam todas as condições que Adão e Noé não puderam cumprir, como também aquelas que Abraão devia cumprir como a nova figura central.
Jacó, em seu curso, devia cumprir horizontalmente uma condição de indenização para restaurar as condições de indenização verticais acumuladas através das doze gerações desde Noé. Para este propósito, ele devia ter doze filhos dos quais descenderiam as doze tribos de Israel.
Jesus aplicou este método para restaurar, horizontalmente por indenização, todas as condições de indenização verticais acumuladas, deixadas incompletas por seus antepassados, profetas e reis que haviam conduzido a Providência durante os quatro mil anos de história bíblica até seu tempo.
Por isso, Jesus escolheu doze apóstolos e setenta discípulos a fim de restaurar em seu tempo as condições verticais de indenização que tinham se acumulado desde o curso de Jacó, no qual Deus havia trabalhado com os doze filhos de Jacó e setenta parentes, e do curso de Moisés, no qual Deus havia trabalhado com as doze tribos de Israel e setenta anciões. Além disso, Jesus jejuou por quarenta dias para restaurar horizontalmente todas as condições de indenização verticais através das providências de número quarenta para a separação de Satanás, exigidas para o fundamento de fé.
Neste sentido, podemos entender que cada figura central na Providência da Restauração representa não apenas a si mesma como indivíduo, como também representa todos os antepassados, profetas e sábios que tiveram a mesma missão no passado. Ela colhe os frutos de suas ações ao longo da história.
2.3 A Restauração Horizontal por Indenização Conduzida Verticalmente
Às vezes a restauração horizontal é atingida por meio de uma providência vertical, a qual pode atravessar várias gerações.
Este foi o caso com a Providência da Restauração na família de Abraão. Ao fazer uma oferta simbólica aceitável, Abraão devia restaurar horizontalmente por indenização todas as condições verticais de indenização que haviam se acumulado devido aos erros cometidos na família de Adão e na família de Noé. Contudo, o seu erro na oferta simbólica levou a um outro fracasso e prolongamento na Providência. Como foi explicado anteriormente, uma vez que esta era a terceira tentativa na providência para restaurar o fundamento familiar para receber o Messias, o Princípio exigia que sua família cumprisse a vontade de Deus sem falhas.
Portanto, apesar de sua falha, Deus procurou uma forma para preservar Abraão como se ele não tivesse cometido o erro, mas tivesse restaurado horizontalmente as condições verticais de indenização sem qualquer prolongamento. Para este fim, Deus firmou uma providência especial: fez Abraão, Isaque e Jacó cumprirem as condições de indenização necessárias, considerando estes três indivíduos como uma única pessoa com relação à Sua Vontade.
Portanto, a despeito deste prolongamento vertical através de três gerações, a vitória de Jacó e a vitória de Isaque se tornaram a própria vitória de Abraão, como se alcançada em sua geração sem qualquer atraso (Cf. Fundamento 3.1.2.3; e Fundamento 3.3.).
A unidade destas três gerações está explicada pela alegação de Deus sobre Ele mesmo como “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3: 6).
Assim, Deus pôde considerar Abraão como tendo cumprido, em sua própria geração, as condições horizontais de indenização que ele havia falhado em completar, completando-as verticalmente através das gerações de Isaque e Jacó. Este tipo de restauração é denominado restauração horizontal por indenização conduzida verticalmente.
2.4 Os Períodos Matemáticos de Indenização para a Restauração do Fundamento de Fé
Uma figura central deve cumprir um ou mais períodos numéricos de indenização a fim de restaurar o fundamento de fé (Cf. Restauração 1.2.1.). Examinemos as razões deste fato.
Deus existe com base em Seu Princípio, o qual possui um aspecto numérico. O universo, com os seres humanos no centro, foi criado com base em princípios numéricos como o desdobramento das características duais do Deus invisível, e para ser Seu parceiro-objeto substancial. Esta é a razão pela qual a ciência, que busca desvendar as leis externas que regem o universo, evolui através de pesquisas conduzidas com o auxílio da matemática. Os primeiros antepassados humanos deviam tornar-se perfeitos após passarem por um período de crescimento caracterizado por determinados números, estabelecendo assim o fundamento de fé. Na sua perfeição, eles deviam incorporar a qualidade destes números.
Devemos investigar estes temas porque a restauração do fundamento de fé requer não só que ofereçamos um objeto para a condição, simbolizando o universo sob o cativeiro de Satanás, como também que passemos por um período numérico de indenização para restaurar os números invadidos por Satanás.
Baseados em quais números deveriam os primeiros antepassados humanos, antes da Queda, estabelecer o fundamento de fé? Quais números eles deviam ter incorporado em sua perfeição?
Aprendemos no Princípio da Criação que nenhum ser pode existir ou prosperar sem primeiramente formar um fundamento de quatro posições. Neste sentido, Adão e Eva deviam formar em sua maturidade um fundamento de quatro posições individual para sua existência. Cada posição no fundamento de quatro posições deve passar através dos três estágios do período de crescimento, perfazendo um total de doze relacionamentos. Além disso, cada posição no fundamento de quatro posições cumpre as três finalidades objetivas se relacionando com três parceiros-objeto, completando um total de doze parceiros-objeto e completando a finalidade de doze objetos.
Assim, o período de crescimento durante o qual Adão devia estabelecer o fundamento de fé foi um período para cumprir o número doze. Em sua maturidade, os primeiros antepassados humanos deviam estabelecer o fundamento de fé com base no número doze, e, na perfeição, eles deviam alcançar a finalidade dos doze objetivos e, assim, incorporar a qualidade do número doze. Devido à Queda, Satanás invadiu este número. Por isso, a figura central na Providência da Restauração tem que passar por um período de indenização para restaurar o número doze no estabelecimento do fundamento de fé. Somente nesta base a figura central pode estabelecer o fundamento de substância para restauração da perfeita encarnação da qualidade do número doze.
Alguns exemplos do período de indenização para restaurar o número doze são: os 120 anos utilizados por Noé para construir a Arca, os 120 anos da providência para restaurar Canaã sob a liderança de Moisés, e os 120 anos desde que Abraão foi chamado por Deus até que Jacó comprou o direito da primogenitura de Esaú por um pouco de pão e lentilhas. Como discutiremos a seguir, este último período devia ser restaurado pelo período de 120 anos do reino unido na Idade do Velho Testamento, e na Idade do Novo Testamento, pelo período correspondente de 120 anos do Império Cristão sob o reinado de Carlos Magno e seus filhos.
O processo de amadurecimento durante o qual Adão e Eva deviam estabelecer o fundamento de fé também requeria um período para cumprir o número quatro. Eles deviam passar através dos três estágios do período de crescimento e entrar na esfera do domínio direto de Deus, que é o quarto estágio. Nessa altura, eles teriam completado o fundamento de quatro posições. Então, cumprindo o número quatro, os primeiros antepassados humanos deviam se tornar encarnações perfeitas. Devido à Queda, este número foi invadido por Satanás. Por conseguinte, as figuras centrais na Providência devem cumprir um período de indenização para restaurar o número quatro ao estabelecer o fundamento de fé. Somente nesta base as figuras centrais podem estabelecer o fundamento de substância para a restauração da perfeita encarnação da qualidade do número quatro.
Já dissemos que os períodos de indenização para restaurar o número quatro são necessários para restaurar o fundamento de fé (Cf. Fundamento 2.1.2.). Os exemplos incluem: o dilúvio de quarenta dias no tempo de Noé, o jejum de quarenta dias de Moisés, os quarenta dias da missão de espionagem nas terras de Canaã, o jejum de quarenta dias de Jesus, e os quarenta dias do ministério de Jesus ressucitado.
O período de crescimento é também o período para cumprir o número 21. Os primeiros antepassados humanos deviam ter se tornado as perfeitas encarnações do número 21, estabelecendo o fundamento de fé através de um período baseado no número 21 e, em seguida, realizando o propósito da Criação. No entanto, devido à Queda, este número foi invadido por Satanás. Assim, as figuras centrais na história devem completar um período de indenização para restaurar o número 21 ao estabelecer o fundamento de fé. Somente nesta base as figuras centrais podem estabelecer o fundamento de substância para a restauração da perfeita encarnação da qualidade do número 21.
Para entender o verdadeiro significado do número 21, devemos primeiramente entender o significado dos números três, quatro e sete, no Princípio. Deus, que existe pela unidade harmoniosa das características duais, é um Ser do número três. A Criação é aperfeiçoada quando atinge unidade com Deus no fundamento de quatro posições. Por conseguinte, para que um indivíduo se torne perfeito, ele deve formar em si mesmo um fundamento de quatro posições no qual sua mente e seu corpo formam uma trindade com Deus no centro. Para que um homem e uma mulher se tornem um esposo e uma esposa perfeitos, eles devem edificar um fundamento de quatro posições, no qual formem uma trindade com Deus no seu centro. Para o universo alcançar a perfeição, deve formar um fundamento de quatro posições, no qual os seres humanos e o mundo natural formam uma trindade tendo Deus como seu centro. Além disso, para os seres criados realizarem um fundamento de quatro posições, tornando-se um centralizado em Deus, eles devem primeiramente passar através dos três estágios do período de crescimento e completar o propósito dos três objetos. Por estas razões, o número três é o número do Céu, ou o número da perfeição.
Quando um parceiro-sujeito e um parceiro-objeto formam uma trindade e tornam-se um centralizado em Deus, a união resultante é uma encarnação individual de verdade que completou o fundamento de quatro posições, assegurando assim o status de criação de Deus, ela passa a ter a posição e a extensão em quatro direções: norte, sul, leste e oeste. Neste sentido, o número quatro é o número da Terra.
Quando um ser criado passa pelos três estágios do período de crescimento e estabelece o fundamento de quatro posições, ele se torna perfeitamente estabelecido nas dimensões qualitativas de tempo e espaço, respectivamente. Assim, toda a Criação torna-se uma perfeita encarnação do número sete, que é a soma do número do Céu e do número da Terra. Esta é a razão pela qual a Bíblia relata a criação do Céu e da Terra como tendo ocorrido em um período de sete dias. Tal como o período da Criação completa, o número sete, qualquer período para atingir sua conclusão pode ser definido como um período para completar o número sete. Olhando os três estágios do período de crescimento sob esse prisma, o período para completar o estágio de formação, o período para completar o estágio de crescimento e o período para completar o estágio de aperfeiçoamento são, cada um deles, períodos para completar o número sete. No total, todo o período de crescimento pode ser definido como um período para completar o número 21.
Exemplos de períodos de indenização do número 21 incluem os seguintes: Após o dilúvio, Deus pediu para Noé soltar um pombo três vezes para prefigurar Sua Providência, que foi conduzida em três estágios. O pombo foi enviado em intervalos de sete dias; assim, o período inteiro foi de 21 dias (Gn 7: 4; 8: 10-12). Quando Jacó trilhou o curso familiar para restaurar Canaã, ele trabalhou no exílio em Harã antes de retornar para Canaã durante três períodos de sete anos, os quais somam 21 anos. Na Idade do Velho Testamento ocorreu o período de 210 anos de cativeiro dos israelitas na Babilônia e seu posterior retorno a Israel, que restaurava por indenização o período de 21 anos do curso de Jacó. Na Idade do Novo Testamento, ocorreu um período de 210 anos de cativeiro dos papas em Avignon até as vésperas da Reforma, que também restaurava por indenização os 21 anos do curso de Jacó.
O período de crescimento também é o período para o cumprimento do número quarenta. Os primeiros antepassados humanos deveriam tornar-se a perfeita encarnação da qualidade do número quarenta, estabelecendo o fundamento de fé baseado no número quarenta e, assim, realizar o propósito da Criação. O ataque de Satanás na Queda invadiu este número. Assim, as figuras centrais na Providência devem cumprir um período de indenização para restaurar o número quarenta no estabelecimento do fundamento de fé. Somente sobre esta base as figuras centrais podem estabelecer o fundamento de substância para a restauração da perfeita encarnação da qualidade do número quarenta.
Para entender como o número quarenta é realizado no período de crescimento, devemos primeiramente estudar o significado do número dez.
Se dividirmos cada um dos três estágios do período de crescimento em três subestágios, atingiremos um total de nove níveis. Aqui reside o significado do número nove no Princípio. Como um desdobramento numérico das características duais do Deus invisível, cada uma das criações de Deus passa através de nove níveis do período de crescimento. Desse modo, cada ser cumpre seu propósito de criação quando se torna um com Deus na esfera de Seu domínio direto, que constitui o décimo nível. Por esta razão, chamamos o número dez de número do retorno à unidade. Deus estabeleceu dez gerações após Adão para cumprir o período de indenização para restaurar o número dez antes de chamar Noé. Por meio desta condição, Deus procurou fazer com que Noé completasse a vontade de Deus que Adão havia deixado incompleta, e então, fazer com que ele se tornasse um com Deus.
No fundamento de quatro posições que Adão e Eva deviam ter estabelecido, cada posição passaria através dos dez níveis em seu curso de amadurecimento, completando no total o número quarenta. Assim, o curso de seu amadurecimento era um período para cumprir o número quarenta, e seu fundamento de quatro posições teria se tornado a perfeita encarnação do número quarenta.
Alguns exemplos de períodos de indenização do número quarenta firmados para restaurar este fundamento incluem: os quarenta dias desde que a Arca de Noé repousou no Monte Ararat até que ele enviou o pombo, os quarenta anos da vida de Moisés no palácio do Faraó, seus quarenta anos de exílio no deserto de Midiã, e seus quarenta anos no deserto durante o curso nacional para restaurar Canaã.
Podemos deduzir que existem dois tipos de períodos de número quarenta na Providência da Restauração. Um tipo é um período de indenização para restaurar o número quatro; na restauração, ele é multiplicado pelo número dez, o número do retorno à unidade, para formar o número quarenta. O segundo tipo é o período de indenização para restaurar o próprio número quarenta, que Adão devia ter cumprido antes da Queda, como já foi descrito.
Os quarenta anos no deserto no curso nacional para restaurar Canaã foi firmado para restaurar, simultaneamente, ambos os tipos de períodos de número quarenta. Este período restaurou por indenização a missão de espionagem durante quarenta dias e o jejum de quarenta dias de Moisés, que foram períodos para restaurar o número quatro. Também restaurou por indenização os quarenta anos de Moisés no palácio do Faraó e seus quarenta anos no deserto de Midiã, que foram períodos para restaurar o número quarenta. Tais fenômenos ocorrem quando a figura central para o fundamento de fé está restaurando horizontalmente por indenização todas as condições verticais de indenização na história da Providência.
Quando períodos da Providência para restaurar horizontalmente o número quarenta são prolongados, estes podem ser estendidos através de uma regra de multiplicação por dez, porque o período de indenização requerido deve ser expandido através de dez estágios. Assim, um período de quarenta anos pode vir a ser expandido para quatrocentos ou até mesmo quatro mil anos. Os exemplos incluem: os quatrocentos anos do período de Noé até Abraão, os quatrocentos anos de escravidão no Egito e os quatro mil anos bíblicos de Adão até Jesus.
Façamos um sumário dos períodos numéricos de indenização que uma figura central na Providência deve cumprir para restaurar o fundamento de fé.
Se os primeiros antepassados humanos não tivessem caído, eles teriam estabelecido o fundamento de fé baseado nos números significativos, que incluem o doze, o quatro, o vinte e um e o quarenta. Quando eles cumprissem o propósito da Criação, tornar-se-iam perfeitas encarnações das qualidades destes números. Contudo, devido à sua Queda, todos estes números foram reivindicados por Satanás. Portanto, as figuras centrais na história providencial devem cumprir os períodos numéricos de indenização para restaurar os números 12, 4, 21 e 40 antes de estabelecer o fundamento de fé. Somente nesta base as figuras centrais podem estabelecer o fundamento de substância para a restauração da perfeita encarnação das qualidades destes números.
2.5 Os Períodos Paralelos Determinados pelo Número de Gerações
De acordo com a Bíblia, Deus escolheu Noé para conduzir a Providência dez gerações, mil e seiscentos anos depois de Adão. Examinemos quais números significativos foram restaurados pelos mil e seiscentos anos e as dez gerações.
O número dez é o número da unidade com Deus. O curso de crescimento até a maturidade requer um período para cumprir o número dez, que é o período através do qual Adão e Eva tornar-se-iam as perfeitas encarnações do número dez. Quando este número foi invadido por Satanás devido à Queda, Deus levantou uma figura central a fim de restaurar este número e iniciar Sua obra de unir as pessoas com Ele, restaurando-as como perfeitas encarnações da qualidade do número dez. Para essa finalidade, Deus exigiu que a figura central completasse um período de indenização para restaurar o número dez. Este é o motivo pelo qual Deus chamou Noé dez gerações depois de Adão.
Foi discutido anteriormente que os primeiros antepassados humanos deviam passar através de um curso para a maturidade, cumprindo o número quarenta, tornando-se, deste modo, perfeitas encarnações do número quarenta. Para pessoas decaídas se tornarem figuras centrais que pavimentarão o caminho para a restauração das perfeitas encarnações do número quarenta, devem estabelecer o fundamento de quatro posições necessário para a restauração, e então, cumprir um período de indenização para restaurar o número quarenta. Cada posição do fundamento de quatro posições deve cumprir um período de indenização para restaurar o número quarenta, produzindo um período de indenização para restaurar o número 160. Além disso, uma vez que as pessoas decaídas devem cumprir este número através de dez gerações — no qual o dez significa a unidade com Deus — elas devem completar um período de indenização do número mil e seiscentos. Esta é a razão pela qual o período de Adão até Noé foi de mil e seiscentos anos, segundo a Bíblia.
Após a falha da Providência da Restauração na família de Noé, Deus aguardou quatrocentos anos, até que outras dez gerações tivessem se passado, antes de chamar Abraão para assumir a responsabilidade pela Providência. Em conformidade com o número de gerações, o período de Noé até Abraão era paralelo ao período de Adão até Noé, e veio a existir para restaurar por indenização o período idêntico anterior.
Anteriormente, discutimos o porquê deste período ter sido de quatrocentos anos (Cf. Fundamento 3.1.1.). Deus pediu para Noé suportar os quarenta dias de julgamento pelo dilúvio com o propósito de cumprir a meta da Providência da Restauração, o qual Ele havia perseguido durante as dez gerações e os mil e seiscentos anos antes de Noé. Quando os quarenta dias de julgamento pelo dilúvio foram invadidos por Satanás devido ao erro de Cam, Deus teve que trabalhar através de outra figura central para restaurá-lo. De Adão até Noé, Deus trabalhou para cumprir os períodos de indenização para restaurar o número 160 em cada uma das dez gerações. No período paralelo de dez gerações de Noé até Abraão, Deus fixou cada geração como o período de indenização para restaurar o número quarenta, o qual era derivado do julgamento pelo Dilúvio.
A falha dos quarenta dias do julgamento pelo dilúvio devia ser restaurada através de um período de número quarenta. Uma vez que a restauração de cada geração subsequente devia ser em toda sua extensão, isto não poderia ser realizado em apenas quarenta dias. Assim, Deus estabeleceu o período de indenização a ser cumprido por cada geração como sendo quarenta anos. Um dia de dilúvio foi indenizado por um ano, tal como no tempo de Moisés quando a falha na missão de espionagem de quarenta dias foi restaurada através dos quarenta anos vagando no deserto (Nm 14: 34). Como a providência na qual cada geração foi definida como um período de indenização de quarenta anos e continuou através de dez gerações, toda a extensão do período de indenização foi de quatrocentos anos.
2.6 Os Períodos Providenciais da Restauração Horizontal por Indenização Conduzida Verticalmente
Como explanado anteriormente, cada figura central da Providência é chamada para restaurar horizontalmente todas as condições verticais de indenização acumuladas até seu tempo. Assim, quanto mais for prolongada a história providencial, mais pesadas serão as condições de indenização que as figuras centrais das gerações posteriores terão de cumprir horizontalmente.
Na Providência da Restauração na família de Adão, não havia ainda tantas condições verticais de indenização porque a Providência estava apenas começando. Portanto, o fundamento para o Messias poderia ter sido estabelecido por inteiro simplesmente pelo fato de Caim e Abel executarem as ofertas simbólicas e a oferta substancial. Isto exigia meramente que, uma vez que Abel tivesse feito a oferta de maneira aceitável a Deus, Caim teria obedecido e seguido a Abel para cumprir a condição de indenização para remover a natureza decaída. Com respeito aos períodos numéricos de indenização para restaurar o fundamento de fé, estes poderiam ter sido completados em um curto espaço de tempo necessário para executar as ofertas simbólica e substancial.
Portanto, quando a Providência da Restauração foi prolongada devido à falha da família de Adão, as condições verticais de indenização começaram a se acumular no formato de vários períodos numéricos de indenização. Portanto, na restauração do fundamento de fé, as figuras centrais desde os dias de Adão deviam ter completado os períodos numéricos de indenização para restaurar os números doze, quatro, vinte e um e quarenta. No caso de Noé, ele estava incumbido de restaurar em seu tempo todas estas condições verticais de indenização. Para restaurar o fundamento de fé, ele teve que seguir através de vários períodos numéricos de indenização: 120 anos para construir a Arca, quarenta dias do julgamento pelo dilúvio, vinte e um dias durante os quais ele enviou o pombo por três vezes em intervalos de sete dias, e o período de quarenta dias desde o momento em que a Arca repousou no Monte Ararat até que ele enviou o pombo.
Noé cumpriu fielmente estes períodos numéricos de indenização, mas devido ao erro de Cam eles foram invadidos por Satanás. Consequentemente, foram de novo deixados para trás como condições verticais de indenização. Abraão teve a oportunidade de restaurar todas elas de uma só vez através de sua oferta simbólica. Entretanto, porque Abraão falhou em sua oferta, os períodos de indenização não puderam ser restaurados horizontalmente. Assim, estas condições tiveram que ser restauradas verticalmente: prolongando o cumprimento de Sua Vontade através de Isaque e Jacó, Deus trabalhou para cumprir por sucessão os períodos de indenização para restaurar os números doze, quatro, vinte e um e quarenta.
Na providência centralizada na família de Abraão, os períodos seguintes de indenização, que deveriam ter sido restaurados horizontalmente, tiveram que ser restaurados em uma sucessão vertical para restaurar o fundamento de fé: 120 anos desde o tempo em que Abraão deixou Harã até quando Jacó comprou a primogenitura de Esaú com pão e uma sopa de lentilhas; quarenta anos desde aquele tempo até que Jacó recebeu a bênção da primogenitura de seu pai Isaque e também a bênção de Deus em seu caminho para Harã (Gn 27: 1-29; 28: 10-14.); 21 anos desde aquele tempo até que ele completou sua tarefa em Harã e retornou para Canaã com sua família e riquezas (Gn 31: 41); e quarenta anos desde o tempo em que Jacó retornou para Canaã até que sua família entrou no Egito a convite de José. Desse modo, as condições de indenização que não puderam ser restauradas horizontalmente, foram completadas como períodos verticais estendidos.
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- Seção 3. Os Períodos na Idade da Providência da Restauração e Suas Extensões
- Seção 4. Os Períodos na Idade do Prolongamento da Providência da Restauração e Suas Extensões