Os Paralelos entre as Duas Idades na Providência da Restauração
Os Paralelos entre as Duas Idades na Providência da Restauração
- Como a finalidade última da Providência da Restauração é estabelecer o fundamento para receber o Messias, se esta for prolongada, as providências para restaurar este fundamento deverão ser repetidas.
- Isso significa, de fato, a repetição das providências para restaurar por indenização a oferta simbólica e a oferta substancial.
- Examinemos as características semelhantes de cada período providencial sob esse ponto de vista.
- A nação com a responsabilidade central pela Providência de Deus na Idade da Providência da Restauração foi Israel.
- O Velho Testamento, que registra a história de Israel, fornece as fontes documentais através das quais se pode estudar a história da Providência naquela idade.
- O povo que herdou a responsabilidade central pela Providência na Idade do Prolongamento da Providência da Restauração foram os cristãos.
- Desse modo, a história do Cristianismo fornece as fontes documentais para a compreensão da história providencial dessa Idade.
- Nesse sentido, os descendentes de Abraão na Idade do Velho Testamento podem ser considerados como o Primeiro Israel, e os cristãos na Idade do Novo Testamento podem ser chamados de o Segundo Israel.
O período de escravidão no Egito e o período de perseguição no império romano
- O período de escravidão no Egito foi para a restauração do período de 400 anos de Noé até Abraão, que havia sido manchado devido ao erro de Abraão em sua oferta.
- O período correspondente de perseguição no Império Romano foi para restaurar o período anterior através de condições paralelas de indenização.
- Ao suportarem tal sofrimento, os cristãos estavam restaurando por indenização o período de 400 anos de preparação para o advento do Messias,
- que havia sido manchado devido ao erro do povo judeu em não honrar a Jesus como um sacrifício vivo e por tê-lo conduzido à cruz.
- Durante o período de escravidão no Egito, depois que Jacó entrou no Egito com seus 12 filhos e seus 70 parentes, os seus descendentes sofreram terríveis abusos nas mãos dos egípcios durante 400 anos.
- Durante o período de perseguição no Império Romano, os doze apóstolos e os setenta discípulos de Jesus foram os primeiros de muitas gerações de cristãos que sofreram severa perseguição por um período de 400 anos.
- Durante o período de escravidão no Egito, o povo eleito como Primeiro Israel manteve-se puro através da circuncisão, fazendo sacrifícios e, como saíram do Egito, guardando o sábado.
- Durante o período de perseguição no Império Romano, os cristãos como o Segundo Israel viveram uma vida de pureza, praticando os sacramentos do batismo e da sagrada comunhão, ofertando-se como sacrifícios e guardando o sábado.
- Moisés conduziu os israelitas para fora do Egito e os levou para as terras de Canaã.
- Ele pôs o Faraó a seus pés pelo poder dos três sinais e das dez pragas.
- Da mesma forma, no final do período de perseguição no Império Romano, Jesus fez aumentar o número de crentes, movendo seus corações com seu poder e graça.
- Jesus levou o imperador Constantino a reconhecer o Cristianismo,
- e inspirou Teodósio I a estabelecer o Cristianismo como a religião oficial do Império.
- Assim, os cristãos restauraram Canaã espiritualmente dentro do Império Romano, o mundo satânico.
- Moisés recebeu os Dez Mandamentos e a Palavra de Deus revelada na Lei, os quais formaram o núcleo das Escrituras do Velho Testamento.
- Firmando e honrando as Tábuas de Pedra, a Arca da Aliança e o Tabernáculo, Moisés traçou o caminho para os israelitas se prepararem para a vinda do Messias.
- Os cristãos reuniram os textos que haviam sido deixados pelos apóstolos e evangelistas e estabeleceram o cânone do Novo Testamento.
- Eles construíram igrejas e expandiram seu fundamento para preparar a Segunda Vinda de Cristo.
O período dos juízes e o período de liderança patriarcal
- Depois que os israelitas entraram nas terras de Canaã, 15 juízes, incluindo Sansão, Eli e Samuel, governaram as tribos israelitas durante 400 anos. Este é o chamado período dos juízes.
- Na Idade do Novo Testamento, o período das igrejas com liderança regional foi estabelecido para restaurar o período dos juízes através de condições paralelas de indenização.
- Neste período, os líderes regionais da igreja — patriarcas, bispos e abades — conduziam a sociedade cristã e tinham deveres semelhantes aos dos juízes.
- Os juízes cumpriam as várias responsabilidades de profeta, sacerdote e rei, as quais se tornaram ofícios separados nos períodos posteriores.
- Durante este período, Israel era uma sociedade feudal.
- Tal como os juízes da Idade do Velho Testamento, os líderes regionais da igreja tinham deveres semelhantes tais como de profeta, sacerdote e rei.
- A sociedade cristã neste período era uma sociedade feudal governada pelas autoridades locais.
- O período dos juízes começou depois que os israelitas foram libertados da escravidão no Egito e a geração mais jovem se uniu solidamente sob a liderança de Josué e Caleb para entrar na terra de Canaã.
- Eles dividiram o território entre seus clãs e tribos.
- Instalando-se em aldeias unidas em torno dos juízes, o povo se consolidou como nação escolhida e estabeleceu uma sociedade feudal simples.
- O período das igrejas sob a liderança regional na era cristã começou após a libertação do Cristianismo da perseguição do Império Romano, o mundo satânico.
- Os cristãos espalharam o Evangelho entre os povos germânicos, muitos dos quais haviam migrado para a Europa Ocidental no século IV para escapar da invasão dos hunos.
- Nas novas terras da Europa Ocidental, Deus estabeleceu as tribos germânicas como um povo escolhido,
- e estabeleceu uma forma preliminar de sociedade feudal, a qual amadureceu mais tarde no feudalismo da Idade Média.
- No período dos juízes, os israelitas deviam ter exaltado o Tabernáculo e permanecido obedientes às diretrizes dos juízes.
- Porém, em vez de destruírem as sete tribos cananeias, os israelitas viveram entre eles e foram influenciados por seus costumes.
- Chegaram até a adorar seus deuses, trazendo grande confusão à sua fé.
- No período das igrejas sob a liderança regional, os cristãos deviam exaltar a Igreja, a qual era a imagem do Messias, e seguir as diretrizes de seus bispos e líderes monásticos.
- Entretanto, eles foram influenciados pela religião e cultura das tribos germânicas pagãs, o que trouxe grande confusão à fé cristã.
O período do Reino unido e o período do império cristão
- No período do Reino Unido, as funções dos juízes foram delegadas aos profetas, sacerdotes e reis.
- Os profetas receberam instruções diretamente de Deus, os sacerdotes mantiveram os serviços ao Tabernáculo e depois ao Templo, e o rei governava a nação.
- Cada um deles desempenhava a sua missão na condução de Israel para cumprir a meta da Providência da Restauração.
- O propósito do período do Império Cristão consistia em restaurar o período do Reino Unido por meio das condições paralelas de indenização.
- Assim, quando o período das Igrejas sob a liderança regional terminou,
- as missões daqueles líderes foram assumidas pelos líderes monásticos correspondentes aos profetas, o papa correspondendo ao sumo sacerdote, e o imperador que governava o povo.
- Eles eram responsáveis pela condução do Segundo Israel para cumprir a meta da Providência da Restauração.
- No período anterior, a Igreja Cristã havia sido dividida nos cinco patriarcados de Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma, com Roma dominando no Ocidente.
- O papa, como o patriarca romano era chamado, supervisionava todos os bispos e padres na Europa Ocidental.
- No período do Reino Unido de Israel, o rei era a figura central para a restauração do fundamento de fé.
- O profeta e o sumo sacerdote, após estabelecerem o fundamento espiritual para o rei e o ungirem e abençoarem como rei, deviam assumir o papel de Caim diante dele.
- No Império Cristão, a figura central para restaurar o fundamento de fé era o imperador.
- O papa, em uma posição semelhante à do sumo sacerdote de Israel, que recebia os comandos de Deus através dos profetas, devia estabelecer o fundamento espiritual para o imperador.
- Após coroar e abençoar o imperador, o papa devia obedecê-lo como seu súdito.
- No período do Reino Unido, o rei devia reger seu reino de acordo com as diretivas dos profetas, e os profetas deviam obedecer ao rei como seus súditos.
- Aproximadamente 800 anos após os descendentes de Abraão entrarem no Egito, sob o comando de Deus o profeta Samuel ungiu Saul como o primeiro rei de Israel.
- No Império Cristão, o imperador, por sua vez, devia exaltar e expandir o trabalho espiritual do papado.
- Da mesma forma, o papa Leão III coroou Carlos Magno e o abençoou como o primeiro imperador do reino cristão (Segundo Israel) no ano 800 d.C.
- Porque o rei Saul desobedeceu aos comandos de Deus transmitidos através do profeta Samuel (I Sm 15:1-23), ele não pôde se colocar na posição de construir o Templo.
- 40 anos do reinado do rei Davi e 40 anos do reinado do rei Salomão passariam antes que o fundamento de fé pudesse ser estabelecido e o Templo, construído.
- No entanto, o rei Salomão deixou a posição de Abel para a oferta substancial quando caiu em luxúria.
- Assim, não havia nenhum modo para Israel estabelecer o fundamento de substância nem o fundamento para o Messias.
O período dos reinos divididos do norte e do sul e o período dos reinos divididos do leste e do oeste
- Porque o rei Salomão foi levado por suas esposas e concubinas a adorar ídolos, o Reino Unido de Israel foi dividido após a sua morte, tendo existido durante apenas três gerações.
- O reino de Israel do Norte, que foi fundado por dez das doze tribos, estava na posição de Caim,
- enquanto o reino de Judá do Sul, fundado pelas duas tribos restantes, estava na posição de Abel.
- Assim começou o período dos Reinos Divididos do Norte e do Sul.
- O Império Cristão também começou a se dividir na terceira geração. Os netos de Carlos Magno o dividiram em três reinos: os Francos do Leste, os Francos do Oeste e a Itália.
- Os descendentes de Carlos Magno estavam em intenso e constante conflito entre si.
- O Império Cristão remanescente rapidamente se dividiu em dois reinos, tendo a Itália se colocado sob a regência dos Francos do Leste.
- O reino dos Francos do Leste veio a ser chamado de Sacro Império Romano e permaneceu na posição de Abel em relação à França, como o Reino dos Francos do Oeste veio a ser chamado.
- No período dos Reinos Divididos do Norte e do Sul, sempre que os israelitas violavam sua aliança com Deus, afastando-se do ideal do Templo,
- Deus enviava profetas para levá-los ao arrependimento e à reforma interna.
- Entretanto, porque não se arrependeram, Deus os castigou externamente, permitindo que nações gentílicas tais como a Síria, a Assíria e a Babilônia os atacassem.
- Durante o período paralelo dos Reinos Divididos do Leste e do Oeste, o papado estava corrompido.
- Deus enviou monges proeminentes para promover uma reforma interna na Igreja.
- Porque o papado e a Igreja não se arrependeram, Deus os castigou externamente, deixando seu povo lutar com os muçulmanos. Esta foi a razão providencial por trás das Cruzadas.
- O período dos Reinos Divididos do Norte e do Sul terminou quando nações gentílicas levaram os povos de Israel e de Judá para o exílio.
- Estas nações puseram um fim na monarquia de Israel.
- Da mesma forma, no final do período dos Reinos Divididos do Leste e do Oeste, o papado havia perdido completamente seu prestígio e sua credibilidade após as sucessivas derrotas das Cruzadas.
- O Cristianismo havia perdido o seu centro de soberania espiritual.
- Além disso, os senhores e cavaleiros foram dizimados pelas Cruzadas, e como o papado e os senhores feudais tinham gasto enormes somas na realização daquelas guerras malsucedidas, ficaram empobrecidos.
- O Cristianismo monárquico começou a desagregar-se.
O período do exílio e retorno de Israel e o período do exílio e retorno papal
- Como os israelitas caíram em descrença, Deus os fez sofrer dificuldades como exilados na Babilônia.
- Aproximadamente setenta anos se passaram desde o tempo em que o rei Nabucodonosor da Babilônia levou cativos o rei Joaquim e sua família real, como também os profetas Daniel e Ezequiel, sacerdotes, artesãos e muitos outros israelitas, até a queda da Babilônia.
- No período do exílio e retorno papal, o fim das Cruzadas viu o colapso gradual do sistema feudal na Europa e o surgimento das nações modernas.
- À medida que crescia o poder das monarquias seculares, agravou-se o conflito entre os papas e os reis.
- Em um desses conflitos, o rei Filipe IV da França, “o Belo”, aprisionou o papa Bonifácio VIII por algum tempo.
- Em 1309, Filipe forçou o papa Clemente V a transferir o papado de Roma para Avignon, no sul da França.
- Durante setenta anos, os papas sucessivos viveram ali submetidos aos reis da França, até que a residência papal retornou a Roma.
- Depois que a Pérsia conquistou a Babilônia e o rei persa Ciro libertou os israelitas, foram necessários outros 140 anos para os exilados retornarem para sua terra natal em três etapas,
- até que se reestruturassem como uma nação unida em torno da vontade de Deus, como proclamado nas profecias messiânicas de Malaquias. Daí em diante, eles começaram a se preparar para a vinda do Messias.
- Depois que o papa retornou a Roma, um período de aproximadamente 140 anos estendeu-se através do Grande Cisma, o movimento conciliar e a restauração da autoridade do papa na Igreja Romana,
- até as vésperas da Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero em 1517.
O período de preparação para o Advento do Messias e o período de preparação para o Segundo Advento do Messias
- Após o retorno dos israelitas a Jerusalém, outros 400 anos decorreram antes da vinda de Jesus.
- Este foi o período de Preparação para o advento do Messias, que devia ser o período final da história providencial, no qual as condições verticais de indenização de 4000 anos seriam restauradas horizontalmente por indenização.
- Após o retorno do papado para Roma, o Cristianismo deve encontrar Cristo em seu Segundo Advento somente depois de passar por um período de 400 anos de Preparação para o Segundo Advento do Messias.
- Este período deve ser o período final da história providencial, quando todas as condições verticais de indenização, acumuladas durante os 6000 anos de história da Providência da Restauração, desde Adão, serão horizontalmente restauradas.
- Ao retornarem do exílio na Babilônia,
- os israelitas estabeleceram o fundamento de fé através do arrependimento de seu passado de idolatria, reconstruindo o templo,
- e restaurando sua fé com base nas Leis Mosaicas sob a liderança de Esdras, o escriba.
- Da mesma forma, os cristãos medievais estabeleceram o fundamento de fé através de seus esforços para reformar a Igreja Romana.
- Estes esforços culminaram na Reforma Protestante conduzida por Martinho Lutero.
- O movimento protestante iluminou a escuridão da Europa medieval com a luz do Evangelho e abriu novos caminhos de fé.
- No período de Preparação para o advento do Messias, entre os povos do mundo, Deus fundou religiões adaptadas às suas regiões e culturas, através das quais eles pudessem realizar as preparações internas necessárias para receber o Messias.
- Jesus devia vir sobre este fundamento mundial de preparação e unir todas as religiões em uma única civilização cristã global.
- No período de Preparação para o Segundo Advento do Messias, iniciando na Renascença,
- houve um rápido progresso em todos os campos das atividades humanas, incluindo a política, economia, cultura e ciência, criando um ambiente global favorável ao trabalho de Cristo em sua Segunda Vinda.
- Nos dias de Jesus, o Império Romano regia sobre vastos domínios, integrado por um avançado e extenso sistema de transporte.
- Este era o centro da vasta civilização helênica.
- Assim, todas as preparações necessárias haviam sido feitas para uma rápida transmissão dos ensinamentos do Messias para o mundo.
- De forma semelhante, na presente idade do Segundo Advento, a esfera política democrática expandiu-se para todo o mundo.
- O rápido progresso dos transportes e das comunicações e o intenso contato entre as línguas e as culturas levaram o mundo a uma maior proximidade.
- Estes fatores prepararam completamente um ambiente no qual os ensinamentos de Cristo em sua Segunda Vinda possam, livre e rapidamente, ser transmitidos aos corações de toda a humanidade.
A providência da restauração e o progresso da história
- A sociedade decaída pode ser considerada como a imagem de uma pessoa decaída.
- Podemos entender melhor a história das sociedades construídas pela humanidade decaída, examinando a vida de uma pessoa decaída.
- Uma pessoa decaída possui tanto uma mente original, que busca o bem, como uma mente má, que busca o mal, e as duas mentes estão em constante guerra entre si, inclinando-a em direção a comportamentos opostos e conflitantes.
- Como a sociedade é constituída por indivíduos que estão em constante conflito entre si, as interações entre eles estão cheias de discórdias e conflitos.
- A história humana tem sido construída com base em relações sociais conflitantes entre as pessoas, as quais têm mudado constantemente ao longo do tempo. Assim, necessariamente, esta se desdobrou em conflitos e guerras.
- Devido à atividade de sua mente original, até mesmo uma pessoa decaída pode responder à Providência da Restauração de Deus e unir-se a ela na busca do bem.
- Assim, o progresso na história é feito por indivíduos que, mesmo entre o vórtice do bem e do mal, fazem determinados esforços para rejeitar o mal e promover o bem.
- Por conseguinte, o mundo para o qual a história está avançando é o Reino do Céu, onde o objetivo do bem será alcançado.
- Devemos entender que os conflitos e as guerras são fenômenos transitórios para separar o bem do mal em busca deste objetivo último do bem.
- Assim, podemos reconhecer que o avanço da história em direção ao bem é conduzido por um constante processo de divisão entre o bem e o mal de acordo com a Providência da Restauração de Deus.
- Entretanto, com base em seu relacionamento de sangue com os primeiros seres humanos,
- Satanás tem trabalhado por meio das pessoas decaídas para realizar, antecipando-se a Deus, uma forma pervertida da sociedade ideal que Deus pretende realizar.
- Como resultado disso, testemunhamos na história humana o surgimento de sociedades sem princípios, erigidas como versões distorcidas do Princípio.
- No final da história humana, antes de Deus poder restaurar o Reino do Céu na Terra, Satanás terá erigido um mundo amoral, fora do Princípio; uma imagem distorcida do Reino de Deus; e este mundo é o mundo comunista.
- A primeira sociedade erigida pelas pessoas decaídas foi uma sociedade coletiva primitiva.
- Devido à atividade da mente original, que está continuamente apelando às pessoas para responderem à Providência da Restauração de Deus, certamente surgiriam divisões entre o bem e o mal nas sociedades primitivas.
- Deus chamou Abraão do mundo decaído para ser o porta-voz do bem e abençoou-o com descendentes que exaltariam a Sua vontade.
- Dos descendentes de Abraão, Deus fez surgir a primeira sociedade israelita de clãs.
- Eles entraram no Egito como uma sociedade de clãs, mas quando deixaram o Egito em direção a Canaã, eles já eram uma sociedade tribal.
- A sociedade israelita no período dos juízes já era uma sociedade feudal.
- A sociedade monárquica transformou as pequenas unidades políticas e econômicas, assegurando soberania para as antigas sociedades feudais em um único território com uma grande população, uma economia forte e uma bem defendida soberania.
- Isto foi feito com o estabelecimento do Reino Unido de Israel, fundado pelo rei Saul.
- Após a queda do Reino de Judá, Deus manteve o trono de Israel vago, mantendo o povo judeu sob o controle de sucessivos impérios gentílicos, incluindo a Grécia.
- Deus moldou a sociedade de Israel na forma de uma democracia grega a fim de que, quando o Messias viesse, ele fosse entronizado pela vontade do povo.
- Entretanto, os judeus crucificaram Jesus. Consequentemente, o propósito da providência foi atingido apenas espiritualmente.
- Se o povo judeu tivesse acreditado em Jesus como o Messias e se unido a ele, o Império Romano teria sido conquistado por Jesus durante o tempo de sua vida.
- Jesus seria honrado por todo o império como o Rei dos Reis. Ele teria estabelecido um domínio mundial com Jerusalém como sua capital.
- Porque o povo judeu não acreditou, a Judeia foi destruída e o Império Romano Ocidental chegou ao fim no ano 476 d.C.
- O centro da Providência da Restauração de Deus se deslocou da Judeia, a terra da árdua aflição de Deus, para a Europa Ocidental, que anteriormente era o território do Império Romano do Ocidente.
- Deste modo, a providência espiritual para a restauração baseada no Cristianismo foi conduzida principalmente na Europa Ocidental.
- Apenas na Europa Ocidental a história deste período progrediu estritamente de acordo com o padrão definido pela Providência da Restauração.
- A história do Cristianismo na Europa Ocidental nos fornece informação sobre os eventos que moldaram a Idade do Prolongamento da Providência da Restauração.
- Tal como a ciência, as atividades econômicas lidam com o mundo físico prático. Com efeito, o progresso econômico possui uma estreita relação com o desenvolvimento da ciência.
- Deste modo, a história da religião, baseada no desenvolvimento interno da Providência de Deus, e a história econômica, baseada no desenvolvimento externo de Sua Providência, tomaram direções divergentes e têm progredido em diferentes níveis.
- Embora a religião e a economia, tal como a religião e a ciência, pareçam desenvolver-se em oposição uma à outra, elas estão relacionadas na vida da sociedade.
- A religião e a economia estão integradas em nossas vidas na sociedade através da política.
- A história política ocidental abriu caminho para harmonizar a religião e a economia.
- Portanto, para compreender o progresso da história, que se move em direção à meta da Providência da Restauração, devemos também investigar separadamente a história da política.
- Com a crucificação de Jesus, a nação judaica havia caído para o lado de Satanás.
- Consequentemente, Deus se apartou daquela sociedade, chamando os crentes devotos para estabelecer uma sociedade cristã de clãs.
- A sociedade cristã de clãs era composta de comunidades rudimentares com pouca ou nenhuma estrutura política ou sistema econômico. Neste período, religião, política e economia não progrediram independentemente.
- Apesar das severas perseguições, a sociedade cristã de clãs prosperou gradualmente no Império Romano, ao redor do Mar Mediterrâneo, e se desenvolveu para uma sociedade cristã tribal.
- A sociedade cristã se expandiu grandemente, levando o Cristianismo para os povos germânicos que migraram para seu território na segunda metade do século IV.
- Uma sociedade feudal nasceu na Europa quando, após a queda do Império Romano, a autoridade imperial declinou e o império afundou no caos.
- Deus elevou uma sociedade feudal entre os povos germânicos recém-cristianizados que Ele havia escolhido para conduzir a Providência.
- Fortalecendo as pequenas unidades sob a soberania divina nas esferas da vida religiosa, política e econômica, Deus havia criado a base para estabelecer um reino divino.
- Na esfera da religião, o Cristianismo monárquico era um reino espiritual que transcendeu as fronteiras nacionais.
- Foi estabelecido sob a regência do papado e sobre o fundamento espiritual para receber o Messias.
- Com o declínio do feudalismo nesse tempo, os poderes anteriormente descentralizados dos senhores feudais foram concentrados nas mãos dos reis das grandes nações-estado.
- Na esfera política, as monarquias absolutas floresceram até a Revolução Francesa de 1789.
- Na evolução da história econômica, o feudalismo foi sucedido pelo capitalismo, o qual foi acompanhado pela idade da expansão colonial. A monopolização das finanças e do capital era a meta dos poderosos capitalistas.
- O capitalismo surgiu simultaneamente com a ascensão da monarquia absoluta no século XVII, e floresceu durante e após a Revolução Industrial.
- Deus iniciou um processo que colocaria abaixo as sociedades monárquicas e daria surgimento às democracias a fim de começar uma nova providência para reconstruir uma nação soberana para receber o Messias.
- Na religião, o Cristianismo monárquico foi substituído pelo Cristianismo democrático depois da Reforma Protestante de 1517.
- Através da Reforma, as forças democráticas dentro do Cristianismo desagregaram o reino espiritual sobre o qual o papado comandava com autoridade suprema.
- Na esfera política, os movimentos democráticos que surgiram contra as monarquias absolutas dos séculos XVII e XVIII deram origem a revoluções na Inglaterra, na América e na França, que fizeram nascer as sociedades democráticas da atualidade.
- Com o progresso da história econômica, surgiram as ideias socialistas, que arruinaram o imperialismo e nutriram uma forma democrática de economia.
- Ao buscar por uma sociedade socialista no lado celeste, a mente original das pessoas as atraiu para os ideais de interdependência, prosperidade mútua e valores universalmente compartilhados.
- O mundo onde estes ideais serão finalmente realizados não é outro senão o Reino do Céu na Terra, sob a liderança de Cristo em seu retorno.
- Como Satanás imita a Providência de Deus antecipadamente, o lado satânico tem defendido o “socialismo científico” baseado nas teorias do materialismo dialético e histórico, e construiu o mundo comunista.
- Como a religião, a política e a economia, que se desenvolveram por caminhos separados, podem se unir de forma que, no final da história providencial, seja estabelecido o fundamento para o Segundo Advento de Cristo?
- Para que os caminhos da religião, da política e da economia possam convergir para realizar o ideal de Deus, uma nova expressão da verdade deve surgir, e esta deve ser capaz de integrar completamente a religião e a ciência.
- A religião baseada nesta verdade levará toda a humanidade a se tornar uma em coração com Deus.
- Esse povo unificado construirá uma economia de acordo com o ideal divino, como fundamento para uma nova ordem política que realizará o ideal da Criação.
- Este será o reino messiânico edificado nos princípios de interdependência, prosperidade mútua e valores universalmente compartilhados.